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Ameaça Silenciosa: Horas sentado

 

A expressão “sitting is the new smoking” foi afirmada por Dr. James Levine, da Mayo Clinic, há mais de uma década, chamando atenção para os riscos do comportamento sedentário (Levine, 2014). Desde então, diversos estudos têm investigado os impactos do tempo prolongado em posição sentada, reforçando a necessidade de maior consciencialização e de estratégias para combater tanto o sedentarismo quanto a permanência prolongada em posturas estáticas (Messing & Dautel, 2025; Siddiqi et al., 2025).

O comportamento sedentário, caracterizado pela prática de atividades de baixo gasto energético como permanecer sentado ou em frente a ecrãs, representa uma parte significativa das horas de trabalho em ambiente de escritório. Estudos apontam que passar mais de sete horas por dia sentado está associado a um aumento progressivo da mortalidade, bem como ao aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares (Goyal & Rakhra, 2024; Leppe-Zamora et al., 2025).

Diferentes estratégias têm sido propostas para mitigar esses riscos no contexto de trabalho. Intervenções digitais, com lembretes para a realização de pequenos exercícios ou levantar, mostraram-se eficazes na redução do tempo sentado, embora ainda sejam necessários estudos de maior escala e duração para confirmar seus efeitos em saúde e produtividade (Leppe-Zamora et al., 2025). De forma complementar, atividades simples e acessíveis no próprio local de trabalho, como subir escadas, revelaram-se aceitáveis pelos trabalhadores e estão associadas a melhorias em marcadores metabólicos (Mat Azmi et al., 2022).

Além disso, a manutenção prolongada da postura sentada contribui para desconfortos e rigidez muscular, especialmente em regiões como pescoço e ombros. Exercícios direcionados a esses grupos musculares demonstraram potencial para reduzir a rigidez e aliviar dores relacionadas, configurando-se como uma estratégia adicional importante no combate às consequências físicas do sedentarismo ocupacional (Nitta et al., 2025).

 

Siga o nosso conselho:

Faça uma pausa ativa. Não fique preso à cadeira! A cada hora, levante-se 5 minutos, alongue-se, movimente-se e revitalize-se!

 

Bibliografia

  • Goyal J, Rakhra G. Sedentarism and Chronic Health Problems. Korean J Fam Med. 2024 Sep;45(5):239-257. doi: 10.4082/kjfm.24.0099. Epub 2024 Sep 19. PMID: 39327094; PMCID: PMC11427223.
  • Leppe-Zamora J, Ramos-Fuster S, Muñoz-Monari B, Roa-Alcaino S, Sarmiento OL. The effect of computer prompt in breaks of sedentary behaviour among office workers: a systematic review and meta-analysis. Int J Behav Nutr Phys Act. 2025 Jun 13;22(1):75. doi: 10.1186/s12966-025-01781-0. PMID: 40514667; PMCID: PMC12164069.
  • Levine JA. Get Up! Why Your Chair Is Killing You and What You Can Do About It. New York: St. Martin’s Press; 2014.
  • Mat Azmi ISM, Wallis GA, White MJ, Puig-Ribera A, Eves FF. Desk based prompts to replace workplace sitting with stair climbing; a pilot study of acceptability, effects on behaviour and disease risk factors. BMC Public Health. 2022 Oct 31;22(1):1985. doi: 10.1186/s12889-022-14393-1. PMID: 36316656; PMCID: PMC9620615.
  • Messing K, Dautel J-P. Is Sitting Really the New Smoking? Health of North American Workers Exposed to Prolonged Static Standing. NEW SOLUTIONS: A Journal of Environmental and Occupational Health Policy. 2025;35(2):125-136. doi: 10.1177/10482911251324524.
  • Nitta A, Aoki M, Okino K, Yamane M, Kataoka Y, Kohmura C. Time-dependent changes in the stiffness of the neck extensor muscles with prolonged sitting and the effect of exercise. J Back Musculoskelet Rehabil. 2025 Mar;38(2):241-252. doi: 10.1177/10538127241303359. Epub 2024 Dec 11. PMID: 40084577.
  • Siddiqi MM, Sufian A, Farhan AA, Siddiqi MM. "Sitting is the New Smoking”: Studying the Impact of Prolonged Sedentary Behavior Among Work-from-Home Professionals on Cardiovascular Health. European Journal of Cardiovascular Medicine. 2025 Jun;15(6):567-571.